Pedras no caminho...

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes
Mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fernando Pessoa

O Encontro...

Um jovem desejava encontrar-se com Deus. Um dia, ouviu no seu íntimo um convite:
— Vai ao entardecer ao alto da montanha e eu, Deus, aí estarei.
Logo de manhã muito cedo, pôs-se a caminho pois o trajecto era longo.
Ao passar por um vale, viu vários camponeses a apagar um fogo. Ao verem o jovem, suplicaram-lhe:
— Vem ajudar-nos a apagar o incêndio. Ele está a aumentar cada vez mais e pode queimar-nos as casas. O jovem respondeu:
— Não posso. Tenho um encontro marcado com Deus e quero ser pontual.
E continuou o seu caminho, insensível aos pro­blemas das pessoas que ia encontrando no seu caminho.
Depois da árdua subida, chegou ao cimo da mon­tanha. Ansioso, esperou, olhando para todas as direcções. Estava na hora do entardecer e Deus não aparecia em parte alguma.
Finalmente, descobriu, visível sobre uma rocha, um papel onde estava escrito: «Desculpa-me. Estou ocupado a ajudar os que apagam o incêndio».

Dá-me, Mãe...

Um pouco da Tua força para a minha fraqueza.
Um pouco da Tua coragem para o meu desalento.
Um pouco da Tua certeza para a minha dúvida.
Um pouco do Teu sol para o meu inverno.
Um pouco do Teu rumo para o meu extravio.
Um pouco da Tua chama para o meu gelo.
Um pouco da Tua luminosidade para a minha noite.
Um pouco da Tua alegria para a minha tristeza.
Um pouco da Tua sabedoria para a minha ignorância.
Um pouco do Teu amor para o meu egoísmo.
Enfim, um pouco da Tua santidade para o meu pecado.


Autor desconhecido

«Cristo com radicalismo»


Transcrevo aqui parte da mensagem do Arcebispo Primaz de Braga para o dia diocesano de Braga, que ocorreu no passado Domingo, dia 6 de Abril.
A mensagem também serve para a semana que agora acabou e que teve como objectivo orar pelas vocações, mais propriamente, a vocação de sermos verdadeiramente Cristãos!!
Na última sexta-feira, o arciprestado de Guimarães/Vizela participou na vigília de oração preparada pelos seminários de Braga.


«Caríssimo jovem, existem muitos projectos. Num pluralismo de opções,
escolhe Cristo com o radicalismo de quem encontrou o tesouro da vida
e sente que tem de «vender» muitas coisas. Pode custar. A felicidade
acontecerá, mais tarde ou mais cedo. A esta escolha acrescenta o
compromisso de querer testemunhar através duma vida pessoal em
fidelidade com o Evangelho e duma experiência de grupo para, com outros,
crescer no conhecimento da Sua pessoa e da Sua mensagem. Possuído por
Ele, em articulação de energias na tua comunidade paroquial, caminha
com iniciativas variadas que manifestem que a juventude não adormeceu.
Muito podemos realizar para que o mundo se transforme num oásis de
paz e de concórdia entre todos.
Vamos dar novo alento à Pastoral de Jovens. Nela preparemo-nos para
a vida procurando, depois da escolha e do testemunho a dar a Cristo,
discernir a tua vocação. Será o matrimónio? Encara com seriedade esta
possibilidade. É a vida sacerdotal ou religiosa? Não temas; o mundo
necessita da tua generosidade. Perante Cristo que deu a Sua vida pela
salvação da humanidade, entrega-te e encontrarás o verdadeiro sentido
para a tua vida.
Aceita a amizade do Arcebispo que continua a acreditar na juventude.
Juntos tornaremos a Igreja mais bela, testemunhando o Amor que Cristo
dedica a todos e a cada um.

O Arcebispo amigo
+ D. Jorge Ortiga»

O admirável "boi mudo da Sicília"


Nesta semana de oração pelas vocações fica aqui a história vocacional daquele que foi chamado o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios,
S. Tomás de Aquino.


Nasceu em março de 1225 no castelo de Roca-Sica, perto da cidade de Aquino, no reino de Nápoles, na Itália. Com apenas cinco anos seu pai, conde de Landulfo d’Aquino, o internou no mosteiro de Monte Cassino. Aí iria ser educado pelos sábios monges beneditinos.
Tomás fez com raro brilhantismo os primeiros estudos. Mais tarde frequentou a Universidade de Nápoles. Conheceu então os frades dominicanos. Tinha dezoito anos e resolveu fazer-se dominicano. Seus pais e irmãos ficaram decepcionados, pois Tomás era genial e tinha uma carreira fulgurante pela frente. Não queriam que ele fosse um frade de uma ordem mendicante.
Como a família o importunasse no Convento de Nápoles, Tomás foi transferido para Paris. À força foi de lá retirado e trazido de volta ao castelo paterno. Tudo fizeram para lhe tirar da cabeça a idéia de ser padre. Nada o convencia: nem rogos, nem promessas de uma existência com tudo que uma família rica pode oferecer.

Seus irmãos imaginaram armar-lhe uma cilada. Foi um plano realmente diabólico. Introduziram no seu quarto uma mulher bonita, charmosa, jovem, mas sem moral.
Pensaram eles que Tomás não resistiria. Entregar-se-ia a ela. Desistiria de sua vocação eclesiástica. A provocação era de baixo nível. Grande a tentação. Ao entrar a moça no quarto, Tomás compreendeu que deveria agir sem demora. O perigo era iminente. Então ele que estava entregue a uma piedosa leitura, imediatamente se levantou. Arrancou um tição da lareira. Com ele na mão, como uma espada de fogo, pôs a mulher em fuga.
A moça gritou e sumiu. Deve ter pensado que estava a lidar com um louco furioso agitando chamas, ameaçando, na aparência, deitar fogo à casa. Tomás, logo que ela saiu foi correndo até à porta, a fechou e a trancou. Num impulso natural esmurrou o tição incandescente na porta e traçou nela com o carvão um grande sinal da cruz. Jogou o que sobrou do carvão no fogo. Sentou-se de novo na sua cadeira e voltou a estudar. Após dois anos, sua mãe Teodora concordou em libertá-lo. Deixou-se seguir para o convento de Nápoles em 1245.


Foi chamado de "boi mudo da Sicília" pela sua modéstia, humildade e grande silêncio. Diziam dele: "um grande corpo, lento e pesado, e uma placidez um pouco bovina servem-lhe de espesso envoltório para uma alma benigna e generosa, mas retraída; ele é tímido para além da humildade, e distraído para além da contemplação".

É considerado um dos maiores doutores da Igreja. O seus trabalhos, como a sua Suma Teológica são de uma importância cabal para a Igreja ainda nos dias de hoje.

Dicas sobre Voluntariado

1. Todos podem ser voluntários
Não é só quem é especialista em alguma coisa que pode ser voluntário. Todas as pessoas com capacidades, habilidades e dons. O que cada um faz bem pode fazer bem a alguém.

2. voluntariado é uma relação humana, rica e solidária
Nºao é uma actividade fria, racional e impessoal. É a relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realiades.

3. Trabalho voluntário é uma via de mão dupla
O voluntário doa a sua energia e creatividade mas ganha em troca contacto humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil.

4. Voluntariade é acção
Não é preciso pedir licença a ninguem antes de começar a agir. Quem quer, vai e faz.

5. Voluntariado é escolha
Não há hierarquia de prioridades. As formas de acção são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário.

6. Cada um é voluntário a seu modo
Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem actuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa.

7. Voluntariado é compromisso
Cada um contribui na medida das suas possibilidades mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exactamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos para ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente.

8. Voluntariado é uma acção duradoura e com qualidade
Sua função não é de tapar buracos e compensar carências. A acção voluntária contribui para ajudar pessoas com dificuldades, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade.

9. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social
Todos têm o direito de ser voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podes ser mobilizadas.

10. Voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica
É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.

Só que nenhum de nós é voluntário... fomos chamados!!!

Devoção aos primeiros Sábados...

‘Olha, Minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todo o momento Me cravam, com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que a todos aqueles que durante cinco meses seguidos, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação.’

... Nossa Senhora à Irmã Lúcia, 10 de Dezembro, 1925

Meditação Bíblica de Abril (Taizé)

Mateus 5,23-24: Uma reconciliação urgente

Jesus disse: «Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta.» (Mateus 5,23-24)

A palavra de Jesus mexe connosco. Ela encoraja-nos mesmo a permitir que nos acorram lembranças difíceis: «Se te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti…» A paz de Deus não leva a esquecer as tensões, os conflitos, as situações de injustiça.

Uma lembrança difícil pode ser uma palavra ou um gesto que me magoaram. Pode ser também a descoberta de que sou eu a causa, real ou imaginária, de um sofrimento numa outra pessoa, ou de que alguém «tem algo contra mim», como diz Jesus. O Evangelho chama-nos a ousar enfrentar tais situações.

Para dar um primeiro passo no sentido da reconciliação não são necessários longos preparativos. Jesus diz mesmo que não é necessário «apresentar primeiro a sua oferta», não é necessário acabar bem a sua oração. Ele diz-nos: Deixa lá a tua oferta, vai já, agora, reconciliar-te. Tal como és, podes reconciliar-te com o teu irmão.

Porquê esta urgência da reconciliação? Porque é que Jesus é tão categórico? É que Deus é paz. Procurar Deus e procurar a paz é uma coisa só. É por isso que o Evangelho nos chama a dar prioridade à reconciliação. Cristo convida-nos a comprometer-nos e a lutar com um coração reconciliado.

Para avançar no caminho da reconciliação, é melhor renunciar a perguntar se não deveria ser o outro dar o primeiro passo. Jesus não diz: «Procura primeiro saber quem teve e quem não teve razão.» Ele diz: «Vai, agora, reconciliar-te.» Pois é assim que Deus age connosco. Sem impor condições, é ele quem, primeiro, vem ao nosso encontro.

- Em que situações de tensão ou de conflito me chama o Evangelho a dar prioridade à reconciliação ?

- O que me dá coragem para não fugir às lembranças difíceis, mas enfrentá-las com vista a uma cura das relações?

- O que é que me dá a confiança de que uma reconciliação não deve ser adiada para mais tarde, mas que ela é possível agora, sem demoras?

Liberdade Humana

Liberdade humana é o que nos distingue, para além da inteligência, o Homem do animal. Os animais têm intuição, algo que lhes foi ministrado no momento em que nasceram, portanto, os animais não tem liberdade de escolher, pois todas as escolhas são decididas pela sua intuição.
Apesar de o Homem estar preso num corpo sujeito a todas as leis da Física, ele é capaz de escolher aquilo que pode ou quer ser, porque tem liberdade de escolha.
D’Holbacj e La Mettrie, materialistas franceses, reduziram os actos humanos a elos de uma cadeia causal universal. Watson e Skinner, psicólogos contemporâneos pertencentes à corrente comportamentista, consideram que o homem tem a ilusão de que é livre, quando na verdade apenas desconhece as causas que agem sobre ele.
Quando nos referimos à liberdade, temos de compreender os vários campos que pode ter. Podemos mencionar na liberdade ética, em que um homem pode decidir com autonomia o que quer, existe também a liberdade de pensamento, entre outras.
No entanto, a liberdade do homem tem limites, por exemplo, na liberdade de pensamento o limite dessa liberdade é o limite da imaginação; na liberdade ética, acaba quando a liberdade interfere na liberdade de outra pessoa.
Para podermos ser livres temos de considerar algumas condições, o homem pode aprender a voar mas antes de se atirar de um prédio irá pensar que existe uma lei da gravidade que condiciona a sua aprendizagem, o que levará a que homem pense duas vezes antes de se atirar do prédio, a não ser que tenha desejos suicidas.
“Defendo a liberdade porque sou pela liberdade e por isso não devo defender a liberdade, porque para defender a liberdade teria de atacar a liberdade, o que me obrigaria então a defendê-la por ser a favor dela - merda! Sou pela liberdade, sou contra a opressão, e isto é simples, é humano, é evidente - disse! E não me chateiem mais.”- Vergílio Ferreira, in “Estrela Polar”.
“Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza” - Confissão de Fé de Westminster, Capítulo IX, secção 1.
A liberdade, no mundo actual, é um dos assuntos mais falados no dia-a-dia, escritores escrevem sobre ela, padres falam sobre ela, até está escrito na Bíblia, apesar de não notarmos nisso, ela está lá, desde o momento em que acordámos até ao momento em que voltámos a dormir, a liberdade existe e se pararmos um instante e reflectirmos sobre isso, iremos acabar por compreender que a liberdade está lá.



Trabalho realizado por:
Tadeu Freitas 11ºA