De 29 de Novembro a 20 de Dezembro : : Cabazes de Natal

O grupo de jovens da oliveira mais uma vez procede a uma recolha de alimentos para os mais necessitados.
Uma iniciativa conjunta com o grupo de S. Vicente de Paulo e com o grupo de catequese da N. S. da Oliveira.
A recolha proceder-se-á desde hoje dia 29 de Novembro até ao dia 20 de Dezembro.
Na semana de Natal, vamos colocar aqui o inventário dos alimentos que conseguimos angariar...
Podem deixar os alimentos junto à sacristia da Igreja da Nossa Senhora da Oliveira.


Ajudem-nos a ajudar os mais necessitados...enviem-nos alimentos...

olá a todos.

Nas minha viagem pela o Internet encontrei estas reflexões e quando as li achei muito interessante.
Por isso aqui vai.

Pensamento/Reflexão sobre Deus.
Da Existência de Deus Os argumentos relativos ao problema da existência de Deus têm sido viciados, quando positivos, pela circunstância de frequentemente se querer demonstrar, não a simples existência de Deus, senão a existência de determinado Deus, isto é, dum Deus com determinados atributos. Demonstrar que o universo é efeito de uma causa é uma coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente é outra coisa; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente e infinita é outra coisa ainda; demonstrar que o universo é efeito de uma causa inteligente, infinita e benévola outra coisa mais. Importa, pois, ao discutirmos o problema da existência de Deus, nos esclareçamos primeiro a nós mesmos sobre, primeiro, o que entendemos por Deus; segundo, até onde é possível uma demonstração. O conceito de Deus, reduzido à sua abstração definidora, é o conceito de um criador inteligente do mundo. O ser interior ou exterior a esse mundo, o ser infinitamente inteligente ou não — são conceitos atributários. Com maior força o são os conceitos de bondade, e outros assim, que, como já notamos têm andado misturados com os fundamentais na discussão deste problema.
Demonstrar a existência de Deus é, pois, demonstrar, (1) que o universo aparente tem uma causa que não está nesse universo aparente como aparente (2) que essa causa é inteligente, isto é, conscientemente activa. Nada mais está substancialmente incluído na demonstração da existência de Deus, propriamente dita.
Reduzido assim o conteúdo do problema às suas proporções racionais, resta saber se existe no raciocínio humano o poder de chegar até ali, e, chegando até ali, de ir mais além, ainda que esse além não seja já parte do problema em si, tal como o devemos pôr.

Fernando Pessoa, in 'Ideias Filosóficas'

Data: 2008/09/30 09:00

Pensamento/Reflexão o Amor.
O Amor e a Vida O amor é uma imagem da nossa vida. Tanto o primeiro como a segunda estão sujeitos às mesmas revoluções e mudanças. A sua juventude é resplandecente, alegre e cheia de esperanças porque somos felizes por ser jovens tal como somos felizes por amar. Este agradabilíssimo estado leva-nos a procurar outros bens muito sólidos. Não nos contentamos nessa fase da vida com o facto de susbsistirmos, queremos progredir, ocupamo-nos com os meios para nos aperfeiçoarmos e para assegurar a nossa boa sorte. Procuramos a protecção dos ministros, mostrando-nos solícitos e não aguentamos que outrem queira o mesmo que temos em vista. Este estímulo cumula-nos de mil trabalhos e esforços que logo se apagam quando alcançamos o desejado. Todas as nossas paixões ficam então satisfeitas e nem por sombras podemos imaginar que a nossa felicidade tenha fim. No entanto, esta felicidade raramente dura muito e fatiga-se da graça da novidade. Para possuirmos o que desejámos não paramos de desejar mais e mais. Habituamo-nos ao que temos, mas os mesmos haveres não conservam o seu preço, como nem sempre nos tocam do mesmo modo. Mudamos imperceptivelmente sem disso nos apercebermos. O que já adquirimos torna-se parte de nós mesmos e sofreríamos muito com a sua perda, mas já não somos sensíveis ao prazer de conservar o adquirido. A alegria já não é viva, procuramos noutro lado que não naquele que tanto desejámos. Esta inconstância involuntária acontece com o tempo que, sem querermos, não perdoa: mexe no nosso amor e na nossa vida. Apaga sub-repticiamente dia-a-dia algo da nossa juventude e da nossa alegria, destruindo os nossos maiores encantos. Tornamo-nos mais circunspectos e juntamos negócios às paixões. O amor já não subsiste por si mesmo, indo alimentar-se de ajudas exteriores. Este estádio do amor corresponde àquela idade em que começamos a ver por onde devemos acabar com ele, mas não temos a força para acabar directamente. No declínio, no amor como no da vida, ninguém quer resolver-se a evitar a maneira de prevenir os desgostos que ainda estão por vir; ainda se vive para aceitar os males futuros, mas não para os rpazeres. Os ciúmes, a desconfiança, o medo de nos tornarmos maçadores e o medo que nos abandonem são males ligados à velhice do amor, tal como as doenças se agarram à demasiado longa duração da vida. Nesta idade, sentimo-nos viver, porque sentimos que estamos doentes, como só sabemos que estamos apaixonados quando sentimos as penas do amor. Só se sai do adormecimento das relações demasiado longas pelo enfado e pelo desgosto de ainda nos vermos agarrados. Enfim, de todas as decrepitudes, a do amor é a mais insuportável.

La Rochefoucauld, in 'Reflexões'

Data: 2008/04/30 09:00

Pensamento/Reflexão sobre a vocação.
Dá Tempo à Tua Vocação Nunca dês ouvidos àqueles que, no desejo de te servir, te aconselham a renunciar a uma das tuas aspirações. Tu bem sabes qual é a tua vocação, pois a sentes exercer pressão sobre ti. E, se a atraiçoas, é a ti que desfiguras. Mas fica sabendo que a tua verdade se fará lentamente, pois ela é nascimento de árvore e não descoberta de uma fórmula. O tempo é que desempenha o papel mais importante, porque se trata de te tornares outro e de subires uma montanha difícil. Porque o ser novo, que é unidade libertada no meio da confusão das coisas, não se te impõe como a solução de um enigma, mas como um apaziguamento dos litígios e uma cura dos ferimentos. E só virás a conhecer o seu poder, uma vez que ele se tiver realizado. Nada me pareceu tão útil ao homem como o silêncio e a lentidão. Por isso os tenho honrado sempe como deuses por demais esquecidos.

Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela'

Data: 2004/02/19 17:36

fonte: http://www.citador.pt/index.php

Espero que gostem.

Aquele abraço e boas pedaladas, alexjudoka_gmr
Até breve.

Para reflectir...Conversão de São Paulo e a nossa conversão...

Estando no ano paulino é natural falarmos sobre o momento mais importante da vida de S.Paulo...
A sua conversão!!!

É facto que já conhecemos a celebre história da queda do cavalo...
Mas...Será que alguma vez pensamos sobre o porquê dessa queda?

Leiamos com atenção:


Saulo, entretanto, respirando sempre ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, foi ter com o Sumo Sacerdote e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, a fim e que, se encontrasse homens e mulheres que fossem desta Via, os trouxesse algemados para Jerusalém.
Estava a caminho e já próximo de Damasco, quando se viu subitamente envolvido por uma intensa luz vinda do Céu. Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, porque me persegues?” Ele perguntou: “Quem és Tu, Senhor?” Respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues, Ergue-te, entra na cidade e dir-te–ão o que tens a fazer”.
Os seus companheiros de viagem tinham-se detido, emudecidos, ouvindo a voz mas sem verem ninguém. Saulo ergueu-se do chão, mas, embora tivesse os olhos abertos, não via nada. FOI necessário levá-lo pela mão, e, assim, entrou em Damasco onde passou três dias sem ver, sem comer nem beber.
Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias. O Senhor disse-lhe: “Ananias!” Respondeu: “Aqui estou, Senhor!” O Senhor prosseguiu: “Levanta-te, vai à casa de Judas, na rua Direita e pergunta por um homem chamado Saulo de Tarso, que está a orar neste momento.”
Saulo, entretanto, viu numa visão um homem, de nome Ananias entrar e impor-lhe as mãos para recobrar a vista. Ananias respondeu: “Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e a contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos em Jerusalém”E agora está aqui com plenos poderes dos sumos sacerdotes, para prender todos quantos invocam o teu nome” mas o Senhor disse-lhe: “Vai, pois esse homem é instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos, os reis e os filhos de Israel. Eu mesmo lhe hei-de mostrar quanto ele tem de sofrer pelo meu nome.” Então, Ananias partiu, entrou na dita casa, impôs as mãos sobre ele e disse: “Saulo, meu irmão, foi o Senhor que me enviou, esse Jesus que te apareceu no caminho que vinhas, para recobrares a vista e ficares cheio do Espírito Santo”
Nesse instante, caíram-lhe uma espécie de escamas e recuperou a vista. Depois, levantou-se e recebeu o baptismo. (Act  9, 1-22)

O texto bíblico fala-nos de três momentos da vida de Paulo ou Saulo. O primeiro em que odiava e "respirava" a morte contra aqueles que seguiam Cristo. O segundo momento, um momento de transição ou passagem, em que há uma queda e um pequeno diálogo com Jesus. O terceiro momento em que Paulo renasce através do baptismo.

 Mas falta referir alguns pormenores...
O primeiro é o diálogo de Saulo, o "anti-cristo", com Jesus. Em que Jesus questiona Saulo sobre o porqê de o perseguir. Reparemos que não foi Saulo que começou o diálogo, mas sim, Jesus. Como no caso da Samaritana, de Zaqueu quem dá o primeiro passo é Jesus. 
O segundo pormenor é que a acção de Deus sobre Paulo não se resume a uma interpelação directa. No entanto, é um conjunto de acções em que o ser humano faz parte da acção salvífica de Deus. Estamos a falar de um certo senhor chamado Ananias...
O terceiro pormenor foi a humanidade de Ananias que sabendo o designio de Deus hesita na mesma porque sabia o quão temível era Saulo.

Por último reflectamos sobre o que de facto é a conversão para cada um de nós. Posteriormente, será que ainda necessitamos de conversão?
Por último, até que ponto vivemos a nossa conversão diariamente?

Terminando este post deixo uma sugestão de escreverem um compromisso de uma pequena conversão durante a semana....

oi gente boa, aqui fica uma noticia.

Já tens alguma coisa para o dia 13 de Dezembro?
Aqui fica uma sugestão.

" Hi-GOD

O grupo de Peregrinos vem por este meio convidar-vos a estarem presentes na iniciativa que está em preparação para o 13 de Dezembro próximo Hi-GOD - um dia com Deus. Trata-se de uma actividade com alguma dimensão cujo objectivo é explorar a relação com Deus entendendo-a não como um parênteses na nossa vida (quando vou à missa ou quando rezo), mas como algo que deve abarcar toda a nossa vida. O programa do dia será variado: oração, workshops, missões de rua, concerto… e contará com a colaboração de diversas entidades.
Tal como já havíamos feito na Noite UP’S, esperamos que esta actividade seja uma ajuda para uma vivência mais genuína da relação com Deus, adaptando-a aos nossos dias com criatividade, tentando reunir os diversos carismas existentes na nossa diocese.
Desde já vos convidámos a comparecer e a ajudar-nos na divulgação do evento a todos os grupos e pessoas individuais que possam manifestar interesse.
As inscrições podem ser feitas por Internet; as informações e demais pormenores estarão disponíveis na nossa página na Internet: www.hi-god.blogspot.com.

Esperamos por vocês! Juntem-se a nós na loucura da fé!"

Fonte: http://www.diocese-braga.pt/pastoraljovens/

Aqui fica o programa:

fonte:http://www.hi-god.blogspot.com/

Mais informações:
http://www.hi-god.blogspot.com/

Aquele abraço e boas pedaladas, alexjudoka_gmr
Até breve.

Um amigo de verdade


Um simples amigo nunca te viu chorar.
Um amigo de verdade tem os ombros molhados pelas tuas lágrimas.

Um simples amigo não sabe o nome dos teus pais.
Um amigo de verdade tem o telefone deles na agenda.

Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para a tua festa.
Um amigo de verdade chega cedo, ajuda a cozinhar e fica mais tarde para ajudar a limpar.

Um simples amigo odeia quando tu ligas depois de ele se ter deitado.
Um amigo de verdade pergunta porque demoraste tanto para ligar.

Um simples amigo quer conversar sobre os teus problemas.
Um amigo de verdade procura ajudar-te nos problemas.

Um simples amigo, ao visitar-te, age como uma visita.
Um amigo de verdade abre o frigorífico e serve-se sozinho.

Um simples amigo pensa que a amizade acabou depois de uma discussão.
Um amigo de verdade sabe que não se acaba a amizade na primeira briga.

Um simples amigo espera que estejas sempre para ele.
Um amigo de verdade espera sempre estar para ti!

oi povo.

Olá a todos aqui fica algumas fotos do nosso aniversario.
Espero que gostem.



Aquele abraço e boas pedaladas, alexjudoka_gmr
Até breve.

São 7 Anos.

Era para ser colocada dia 11 de Novembro.

Oi povo.

Aqui fica o cartaz, alusivo ao nosso aniversário. Espero que gostem.

São 7 anos, onde convivemos, discutimos, onde partilhamos experiências.
Criando laços de amizade e união em torno de Maria e de Jesus.

Porque com isso fomos crescendo e amadurecendo, com as experiências de cada um.

Parabéns a cada UM de VOCÊS.
Porque isto, sem VOCÊS não teria graça.

Sejam felizes e gozem cada dia.




Aquele abraço e boas pedaladas, alexjudoka_gmr

Novembro :: Mês de São Martinho




Martinho era um valente soldado romano que estava a regressar da Itália para a sua terra, algures em França.

Montado no seu cavalo estava a passar num caminho para atravessar uma serra muito alta, chamada Alpes, e, lá no alto, fazia muito, muito frio, vento e mau tempo.

Martinho estava agasalhado normalmente para a época: tinha uma capa vermelha, que os soldados romanos normalmente usavam.

De repente, aparece-lhe um homem muito pobre, vestido de roupas já velhas e rotas, cheio de frio que lhe pediu esmola.

Infelizmente, Martinho não tinha nada para lhe dar. Então, pegou na espada, levantou-a e deu um golpe na sua capa. Cortou-a ao meio e deu metade ao pobre.

Nesse momento, de repente, as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia que era Verão!
Foi como uma recompensa de Deus a Martinho por ele ter sido bom.

É por isso que todos os anos, nesta altura do ano, mesmo sendo Outono, durante cerca de três dias o tempo fica melhor e mais quente: é o Verão de São Martinho

O pote rachado


Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.

Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe. O pote rachado chegava apenas pela metade.

Foi assim por dois anos, diariamente. O carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe. Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço:

- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê ? Perguntou o homem. De que você está envergonhado ?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.

O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que observes as flores ao longo do caminho.

De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou nas flores selvagens ao lado do caminho, e isto deu-lhe ânimo.
Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:

- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado ? Eu, ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. Lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Se você não fosse do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa. Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar os nossos defeitos para embelezar a mesa de seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os conhecermos, eles poderão causar beleza.

"Das nossas fraquezas, podemos tirar forças."

Banco Alimentar contra a fome - Distrito de Braga


Caros jovens,

Nos próximos dias 29 e 30 de Novembro vai realizar-se a campanha de
recolha de alimentos do Banco Alimentar.
Quem tiver disponibilidade para ajudar um bocadinho, por favor inscreva-se!!



A actividade irá ser realizada no armazém do Banco alimentar em Braga
Quem estiver disponível, por favor inscreva-se enviando um e-mail para o seguinte endereço:
balimentar.armazem@gmail.com

Abraço para todos e obrigado.

Existe sentido para a morte ou para o luto?


Há um sentido para a morte?
E para o luto?

Pelo meio do Outono, quando a flora despida de folhagem nos contagia de frio e, do céu, as lágrimas de chuva nos alimentam a nostalgia, acorremos aos cemitérios, por ritual ou sentimento profundo, para conviver com um passado apaziguado ou ainda fervilhante de dor. A morte é, pelo menos durante um dia, tema de reflexão pública. Mas, perante tal prática, será que aceitamos, de facto, a morte? Admitiremos, na verdade, a necessidade do luto? Sendo a única certeza que nos acompanha durante a vida, o seu termo, desejamos que nos venha colher lá bem longe em idade, quando já tivermos experimentado muitos dos doces sabores que a existência nos proporciona. Esta caminhada é regulada pelos afectos, um instinto de importância tão decisiva na vida quanto a necessidade de alimento que nos leva a estabelecer vínculos muito fortes, como o amor e a amizade, com determinadas pessoas. Cimentamos laços de partilha, emocionamo-nos com a sua sensibilidade e reagimos negativamente à sua indiferença. Os afectos são, portanto, a mola que nos impulsiona para a vida. Tendo consciência do seu valor particular e intenso, poderemos adivinhar os sentimentos experimentados por quem de súbito fica privado da pessoa que generosamente concede esta indispensável parcela de bem- estar. Numa sociedade que valoriza sobretudo o que é aparente, cada vez mais implacável para com quem justificada ou injustificadamente fraqueja, a derrota é sentida como inadmissível, mesmo a que nos é imposta pela própria vida. Reflictamos um pouco. A morte é sempre aceitável.
Sendo tão natural quanto a vida, é a sua consequência inevitável. Pode cruzar-se connosco em qualquer passo do caminho da nossa existência. Simplesmente acontece. Por isso, deveríamos recebê-la com serenidade, como um acto de reconhecimento pelos momentos de felicidade que tivemos o privilégio de desfrutar. Assim, o pensamento sobre a despedida da vida deixaria de constituir em nós uma obstinação, quantas vezes mórbida, sobre uma fatalidade para se transformar num tranquilo crepúsculo sobre o bem mais supremo que possuímos. Mas, aceitando deste modo a morte, deixaríamos de sofrer a perda de afectos que ela significa? Não. Em qualquer momento que sejamos apartados do prazer do amor ou da amizade em relação a uma pessoa querida, mesmo que seja previsível esse desfecho (como o caso extremo de uma doença terminal), existe um tempo de que necessitamos para transformar os belos momentos de partilha que com ela partilhámos em doces e suaves memórias. É o tempo do luto. Após o choque que sentimos com a notícia da perda, porque não estamos preparados emocionalmente para nos vermos privados de sentimentos tão importantes para a nossa estabilidade emocional, erguemos todas as barreiras de que dispomos para tentar não deixar fugir os afectos de dentro de nós. Negámos a realidade da perda, mesmo vendo-a perante os nossos olhos. “Como é possível que tal tenha acontecido?”, “Não pode ser verdade que tenha ocorrido tamanha tragédia!”: eis algumas das expressões da incredulidade em que necessitamos de acreditar. Tentamos, em vão, uma explicação para o que não tem solução.
A morte é injustificável. O tempo, no entanto, decorre. O telefone toca, mas no outro lado deixou de estar quem esperávamos. Na rua, ouvimos uma voz, vemos uma imagem, mas não correspondem às que desejávamos ouvir e ver. Quando finalmente sentimos ser irreversível esta ânsia de reencontro com a pessoa perdida, caímos num estádio de angústia profunda, de amputação, de verdadeira derrota perante a vida. É a dor lancinante da perda, o mais profundo sofrimento do luto. E o tempo prossegue, imparável. Embora experimentemos sentimentos, emoções e comportamentos estranhíssimos em relação ao que julgávamos que conhecíamos de nós próprios, embora nos sintamos quase a enlouquecer de saudade, acabamos, lá bem adiante, por reencontrar o ameno agrado que só a vida nos concede. É esta a expressão do luto saudável. É um caminho que não pode ser ultrapassado ou escamoteado. Tem de ser percorrido, passo a passo, com todo o tormento que implique, como uma demonstração da dimensão do amor perdido. E não pode ser um caminho exclusivo de solidão. Ainda que os sentimentos que nos ligavam ao ente querido nos sejam muito íntimos, não só nos devemos abrir à sociedade na partilha da dor do luto como esta tem a obrigação de nos aceitar e ajudar.

O que vale um amigo!!


O que é um verdadeiro amigo:

Disse um soldado ao seu comandante:
-"O meu amigo não voltou do campo de batalha. Meu comandante, solicito autorização para ir buscá-lo."
Respondeu o oficial:
-"Autorização negada!" "Não quero que você arrisque a vida por um homem que, provavelmente, está morto!"

O soldado ignorando a ordem saiu e uma hora mais tarde voltou mortalmente ferido, transportando o cadáver do seu amigo.
O oficial estava furioso:
-"Eu não lhe disse que ele estava morto?!"
-"Diga - me, valia a pena ir até lá para trazer um cadáver?"

E o soldado, moribundo, respondeu:
-"Claro que sim, meu comandante!
-Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e disse-me:
- Tinha a certeza que virias!"

"Um amigo é aquele que chega quando todos já se foram."

Meditações de Taizé


Novembro

João 16,12-15: Espírito, conduz-nos para a verdade completa

Jesus disse aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. Quando ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. Tudo o que o Pai tem é meu: por isso é que eu disse: ‘Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer’». (João 16,12-15)

Quando prepara os discípulos para a sua iminente partida, Jesus tranquiliza-os, dizendo-lhes para não irem carregados de bagagens, pois o essencial que eles devem absolutamente saber já lhes foi dado a conhecer (João 15,15). Convida-os a avançar com total confiança, pois em cada situação nova o Espírito que virá após Jesus há-de revelar-lhes o que devem saber.

Quando se deixa como legado uma nova ordem religiosa ou filosófica, há geralmente a preocupação de fornecer por escrito cuidadosas instruções. Jesus age de modo diferente. Deixa muito pouco. E, apesar de o que deixa ser insubstituível, confia sobretudo numa pessoa viva, o Espírito da Verdade, para recordar os discípulos, para os ajudar a manter vivo e a interiorizar o que legou. Esse Espírito irá iluminar o significado das suas palavras com a luz da sua morte e ressurreição. Desse modo, o Espírito irá «glorificar» Jesus.

O Espírito não nos guiará ao encontro de verdades inéditas, nem a um conhecimento que acrescentará algo ao que Jesus nos confiou. Não, o Espírito conduzir-nos-á ao interior da verdade completa, oferecendo-nos uma compreensão mais correcta desta verdade que é Jesus, tornando-nos conscientes do impacto que isso terá nas novas situações com que nos iremos deparar.

Ninguém, individualmente ou em grupo, será capaz de atingir toda esta verdade. Para a explorar, nenhuma tradição humana será suficiente. Precisaremos dos cristãos de outras culturas, de outras raças, de cristãos com outra história, para descobrir o que esta verdade inextinguível nos reserva e assim fundar a nossa vida em Cristo.

- Estarei pronto a reconhecer que a verdade completa sobre Jesus ainda se encontra à minha frente, que é necessário que me deixe conduzir? De que modo esse reconhecimento altera a minha maneira de dar testemunho da fé? E o que muda isso na minha relação com cristãos de outras tradições?

- Com as minhas humildes capacidades, como posso contribuir para um futuro ecuménico, no qual seremos mais capazes de testemunhar Cristo por permanecermos em união?