Hi-GOD ou GoodBye GOD

Retrospectiva....

Na minha opinião, retrospectiva é mais do que uma palavra é um processo de meditação sobre o passado que pretende ou permite tirar lições para o futuro. Em outras palavras, de um outro hemisfério meu, melhoria continua.

Retrospectiva é o que pretendo fazer agora. Retrospectiva de uma actividade em que estivemos presentes: Hi-GOD. Um dia com Deus é a dinâmica do "Hi-GOD" uma das poucas iniciativas diocesanas direccionadas, pensadas somente para os jovens/adolescentes.

Hi-GOD é dedicado por gente que, infelizmente, por muito que tentem não conseguem ver o seu trabalho reconhecido mas sim, por vezes, cai, como um orvalho matinal, um sentimento de menosprezo institucional ou de que por mais seja feito não existe nem haverá reconhecimento ou acolhimento institucional.

Se falarmos com cada um dos organizadores dirão que não procuram louvor ou distinção mas somente a alegria estampada no rosto e sentir que o seu dever foi feito.
Dever este não institucional mas consciente de que pertencemos todos ao MESMO e, por esse MESMO, queremos acrescentar algo mais às vidas destes jovens de HOJE.
Este MESMO subentenda-se Jesus.

Não procuro hostilizar ninguém mas se calhar dar voz aquilo que surdinamente é dito nos cantos e portas de uma qualquer igreja.
Não pretendo louvor ou distinção mas somente alertar de que as lamentações e lamuriações de algum clero menos esclarecido tem origem neste menosprezo ou desprezo por estas pequenas e insignificantes iniciativas que apenas pretendem demonstrar que existe um querer e uma vontade solene em desdramatizar, clarificar e desmitificar o Amor de Deus por nós.

No passado sábado sentiu-se entre os presentes: convidados, jovens e organização. Uma clara e manifesta falta de acolhimento. Onde estava o clero de Braga, Guimarães, Esposende, Barcelos, Famalicão e de outras terras?

Pergunto-me até quando manteremos esta atitude de palanque em que há um subordinante e um subordinado?

Até quando as instituições manterão este aparente "está tudo bem"?


Até quando teremos pastores que esperam pelas ovelhas no curral em vez de irem à procura das suas ovelhas?

Perdemos o sentido de procura de Jesus Cristo. Perdemos a vontade de ir ao encontro do outro.

Perdemos: A debandada continua...


Anda alguem a precisar de ben-u-ron


Este Papa Francisco anda a dar muitas dores de cabeça a muita gente....
É desconsertante ver as noticias sobre "este" Papa Francisco quase que dá vontade de dizer: "Não perquem o próximo episódio porque nós também não".

Entretanto, por terras lusitanas, muitos sao aqueles que preferem enfiar a cabeça na terra e esperarem que este furacão -leia-se Papa Francisco- passe e depois tenta-se remediar os estragos feitos pelo furacão.

http://pt.aleteia.org/2015/11/09/historico-discurso-do-papa-francisco-as-15-doencas-da-curia-romana/

Hoje é SABADO

Sim, toda a gente sabe que é sabado...
Nao preciso de repetir. Mas o que nem toda a gente sabe é que hoje é dia de reunião do JOb.
Primeira reunião do mes de aniversario do grupo. 14 velas apagamos no dia 9 de Novembro.

Começamos por uma reunião que mais se assemelha à onda que o McNamara surfou na Nazaré.
O grupo ve a hora da reuniao aproximar-se e as sombras começam a aparecer...Falar de Luto é dificil, talvez alguns digam inapropriado. Será assim?

Falar da perda de quem mais amamos é inapropriado. Não concordo.

Falar da perda é tão importante como falar do ganho.
Dificil mas importante.
Mas não tenhamos medo de falar daquilo que nos magoa...pois partilhar a nossa dor torna-a mais leve.
Relembrar de quem pertence o nosso coração enaltece-o.


Hoje é Domingo


Evangelho de Hoje - CEGUEIRA

"Naquele tempo (...) estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, comelou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o».  Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que ele está a chamar-te». O cego atirou a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou» Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho."

ESCUTAR

Costuma-se dizer que é ainda mais cego aquele que não quer ver. Ora Bartimeu queria ver. Tanto assim foi que pediu a Jesus para que recuperasse a visão. Jesus, ao ouvir este pedido, não responde-lhe "está feito" ou "pega lá a visão" mas sim intrigantemente a "tua fé te salvou".

Muitos de nós, jovens como nós, aguardam este momento em que Jesus passa por eles. Incessantemente aguardam, mesmo sem saber, no entanto muitos recebem repreensão e quando a recebem calam-se quase de imediato. Afrouxam. Preferindo deixar que Jesus passe e siga o seu caminho.
Ser corajoso é não sabendo o que vai acontecer continuar a lutar para que aconteça. Não deixar que ninguém nos cale faz parte de ser jovem.
A atitude de Bartimeu deve ser para nós um estimulo para continuarmos a ser cristãos mesmo quando temos tantos outros jovens ou adultos que repreendem-nos ou mantem-se acomodados na sua ceguês ou embriaguez de acontecimentos descartáveis facebookianos ou instagramianos.

Por outro lado, podemos sentir que é uma responsabilidade. No sentido de sermos nós que devemos de ir junto destes nossos "manos" que sentem-se perdidos nas suas vidas e que aguardam por alguém que lhes diga "coragem: ele existe e está contigo. vai ter com ele".

Embora estas palavras soam a politiquice da mais hipocrita devemos ser nós os primeiros a não deixar que isso aconteça e tornar sim realidade nas nossas vidas.

Coragem!!!!

Velho ou novo

No Novo Testamento chega uma altura onde podemos ler sobre a missão de Jesus: dar a Boa Nova.

Apropriado este tema quando estamos a meio do mês das missões. Onde uma das missões possíveis e desejáveis é exatamente levar a Boa Nova, tal como Jesus.
Sem duvida que é louvável quem toma nas suas mãos evangelizar. Igualmente, é uma grande responsabilidade e de uma grande coragem.

Mas não pretendo falar do mensageiro mas sim da mensagem. A Boa Nova chega até nós através da Eucaristia, da catequese, dos grupos de evangelização e dos grupos sociais.
Contudo, surge a primeira questão: até que ponto estamos predispostos em ouvir a Palavra?
Até que ponto esta Palavra é boa para nós? Até que ponto está Palavra é nova para nós?

Questionamos porque não sabemos lidar com ela ou não sabemos como fazer com que se torne uma realidade entre nós....

Aprofundemos.

Quantas vezes ouvimos jovens ou adultos ou, até mesmo, crianças a dizer: "eu já ouvi isto" ou "isto é repetido"?... De certeza que isto não é novidade.
Mas onde está o problema? Receptor?eMissor?mensagem?

Não sei responder. mAs facto é que  a boa nova já a deixou de ser porque se assim não fosse as nossas bíblias/novos testamentos não ganhariam pó ou não seriam mais um ente tanto livros.

o livro que é o centro da nossa religião está totalmente esquecido na estante. Isto porque a palavra, na minha opinião, foi banalizada.
Nas nossas eucaristias os nossos párocos fixam-se na superficialidade da palavra. Muitos consideram que os leigos são meramente leigos e que não há necessidade de exposições ou teses teológicas. Por outro lado temos leigos que vão a eucaristia para "picar cartão" o que por si próprio é uma hipocrisia e falta de hosnetidade perante si mesmo.

Mantemo-nos assim num superficialidade acomodada que em nada enriquece o espírito humano deixando a semente cair entre espinhos ....
O problema não está na palavra porque essa mantém-se na sua  génese; o problema é sobrepormo-nos a palavra em vez de deixarmo-nos ser guiados por ela.

Faltam ouvidos que queiram ouvir faltam bocas e olhos que queiram descobrir a essência de Deus no maior tesouro que são os seus ensinamentos e a sabedoria de um povo que se relaciona com Ele em toda a sua história.

2015-2016 | FICA COMIGO



FICA COMIGO

O JOb dá as boas vindas, no proximo sabado, a todos os seus elementos!!!

 Se o teu "middle name" é JOb então ANDA...e FICA CONNOSCO(!!!) pois este ano será de arromba!!

 @ONDE:: Centro Pastoral da N. S da Oliveira...
QU@NDO:: SABADABADOOOO 16HORAS


 FICA...POIS SE PRIMEIRO ESTRANHARES...NÃO TE PREOCUPES.... PQ DEPOIS ENTRANHA-SE!!!!


Ad Limina



«Recordemos que no discurso aos bispos de Portugal, o Santo Padre afirmou que a catequese deve fundamentar-se acima de tudo no “testemunho de vida”. Disse ainda que há “paróquias estagnadas” e “por vezes centradas e fechadas no ‘seu’ pároco” e pediu ao episcopado português para se preocupar com a “debandada da juventude”.» in radio vaticana

Após este apontar de dedo para a realidade, por parte do Papa aos bispos portugueses apareceram outras vozes, nomeadamente, o responsável pela catequese na diocese de Braga que afirma:


«Eu não acho que os jovens se estejam a afastar, os jovens nunca cá estiveram. Nós temos uma ilusão, que com o facto de termos os jovens durante dez anos na catequese formamos discípulos de Jesus Cristo. Isso não acontece. Porque nós temos uma catequese num registo escolar, que é um arremedo, e fraco, da má escola. Nós importámos o modelo de organização escolar e depois aplicámos nele o itinerário catequético. Ora, muitos vieram para a catequese sem terem feito o despertar religioso, e depois estão aqui por algumas motivações, para fazer a primeira comunhão, estão aqui porque o pai manda, ou porque depois têm que fazer o crisma para que o senhor padre os deixe ser padrinhos. A catequese não é estar aqui para, é estar aqui porque, eu estou na catequese porque quero conhecer e seguir Jesus Cristo. Portanto, como nunca estiveram, depois é mais visível, porque depois do crisma nós não temos nada que os obrigue e então eles vão-se embora.»
 Podemos vociferar criticas e apontar dedos a quem falhou ou a quem não cumpriu. Mas será que o problema é a sistematização? É o catequista? É a formação do catequista?É a motivação da criança? Serão os pais? É o pároco?

Mas se sabem onde está o problema porque tardam em actuar?
Mesmo assim este responsável peca por não responder assertivamente ao centrismo/absolutismo no qual a igreja paroquial está envolta e que também foi alvo de acusação por parte do Papa.
Afinal, em muitas paróquias, quem deveria servir os outros, estranhamente, serve-se primeiro.


Voltemos à questão inicial: Mas, afinal, onde estão os jovens?
Estão onde sempre estiveram: na rua, em casa, na escola. 

Mas será que alguém verdadeiramente preocupou-se em ir ter com o jovem e apresentar-lhe um projecto? Um projecto no qual ele podesse acreditar e sentir-se útil, ouvido, querido.

Quantas paróquias podemos encontrar pelo nosso querido Portugal nas quais não existe qualquer tipo de projecto/ proposta que inclua os jovens? Que os acolha tal como eles são? Que os permitam ser jovens?!

Quantas serão as paróquias que preferem remeter para os cafés os jovens? Porque é difícil, é penoso...

Quantas serão as paróquias que estão em crise por comodismo, mordomismo infectadas com uma fé farisaical, supérflua, sem qualquer rigor ou alicerce no Evangelho. Que permitem desbaratar os sacramentos como se tratasse de fastfood. Vende-se orações e eucaristias como se fossem pares de sapatos.

Hoje vemos igrejas paroquiais onde existem mais abutres do que pombas a sobrevoarem o céu. Lamentavel, termos de chegar a este ponto: o próprio Papa a chamar a atenção para algo que é visível mas que os responsáveis tardam em responder e actuar.

Vergonhoso. 

Deixo, por ultimo, Nietzche:

Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!