oi malta.



Uma vez que a tema da Eutanásia esta tão em voga.

Gostarias de deixar aqui algumas questão:

1. O que é a eutanásia?

2. Qual é a diferença entre a eutanásia e o suicídio assistido?

3. A eutanásia não é a garantia de uma morte digna?

4. A legalização da eutanásia não serviria para que os pacientes morressem pacificamente, rodeados pelas suas famílias e médicos, em vez de serem sufocados por sacos de plástico ou gaseados com monóxido de carbono?

5. Será que as pessoas devem ser forçadas a permanecerem vivas pelo avanço da medicina actual?

6. As pessoas não deveriam ter o direito a cometer suicídio?

7. A eutanásia não estaria disponível apenas para doentes em estado terminal?

8. A eutanásia não seria só a pedido do paciente, não seria sempre voluntária?

9. A eutanásia não se poderia tornar num meio para conter os custos dos sistemas de saúde?

10. Se a morte é inevitável, a pessoa que está a morrer não tem o direito a cometer suicídio?

11. A eutanásia não é por vezes a única forma de aliviar uma dor insuportável?

12. Já que o suicídio não é criminalizado, porque é que deve ser ilegal ajudar alguém a cometer suicídio?

13. Onde é que a eutanásia é legal?


Para a malta que passar por cá. Pensar nestas questões e por que não tentar responder.
Acho que é uma bom exercício de reflexão.


Espero que este vídeo vou ajude.

Aquele abraço e boas pedaladas, alexjudoka_gmr
Até breve.


Que tal deixares o teu comentário.

Meditação bíblica de Fevereiro


Estas meditações bíblicas são sugeridas como meio de procura de Deus no silêncio e na oração, mesmo no dia-a-dia. Consiste em reservar uma hora durante o dia para ler em silêncio o texto bíblico sugerido, acompanhado de um breve comentário e de algumas perguntas. Em seguida constituem-se pequenos grupos de 3 a 10 pessoas, para uma breve partilha do que cada um descobriu, integrando eventualmente um tempo de oração.
2009

Fevereiro

1 Coríntios 9,16-27: O exemplo de Paulo: tudo para todos
São Paulo escreve: Porque, se eu anuncio o Evangelho, não é para mim motivo de glória, é antes uma obrigação que me foi imposta: ai de mim, se eu não evangelizar! Se o fizesse por iniciativa própria, mereceria recompensa; mas, não sendo de maneira espontânea, é um encargo que me está confiado. Qual é, portanto, a minha recompensa? É que, pregando o Evangelho, eu faço-o gratuitamente, sem me fazer valer dos direitos que o seu anúncio me confere.
De facto, embora livre em relação a todos, fiz-me servo de todos, para ganhar o maior número. Fiz-me judeu com os judeus, para ganhar os judeus; com os que estão sujeitos à Lei, comportei-me como se estivesse sujeito à Lei - embora não estivesse sob a Lei - para ganhar os que estão sujeitos à Lei; com os que vivem sem a Lei, fiz-me como um sem Lei – embora eu não viva sem a lei de Deus porque tenho a lei de Cristo – para ganhar os que vivem sem a Lei. Fiz-me fraco com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para salvar alguns a qualquer custo. E tudo faço por causa do Evangelho, para dele me tornar participante.
Não sabeis que os que correm no estádio correm todos, mas só um ganha o prémio? Correi, pois, assim, para o alcançardes. Os atletas impõem a si mesmos toda a espécie de privações: eles, para ganhar uma coroa corruptível; nós, porém, para ganhar uma coroa incorruptível. Assim, também eu corro, mas não às cegas; dou golpes, mas não no ar. Castigo o meu corpo e mantenho-o submisso, para que não aconteça que, tendo pregado aos outros, venha eu próprio a ser eliminado. (1 Coríntios 9,16-27)

As palavras de S. Paulo são como fogo. Todo o seu ser é preenchido e movido pelo zelo em anunciar o Evangelho. Para ele é uma necessidade, uma feliz obrigação. Sem ter vergonha, ele grita: «Ai de mim, se eu não evangelizar!» (v.16). Ele fala deste modo porque o Evangelho é a força de Deus para a salvação do que crêem (Romanos 1,16). Primeiro, ele próprio é tomado por esta força, no corpo e na alma. Ao encontrar Cristo Ressuscitado, a sua vida transformou-se e começou então uma nova vida em comunhão com ele. Agora, quer transmitir o amor de Deus manifestado na pessoa de Jesus aos que ainda não o conhecem.

Com força e eloquência, o apóstolo desvenda o segredo do seu ministério de evangelização. Sem contradição nem polémica, ele identifica-se com cada um e com todos, mesmo quando pertencem a categorias diferentes. Ele quer ultrapassar as separações culturais e religiosas para ter acesso a todos, para «ganhar» ouvintes. O apóstolo é verdadeiramente livre e não se deixa paralisar pelas opiniões correntes. Trata-se de anunciar a Palavra de Vida a todos sem excepção, porque Cristo morreu e ressuscita para todos.

As imagens do atleta e da coroa mostram o quanto a disciplina, o sacrifício e o domínio de si são pedidos aos que se comprometem no trabalho de evangelização. Como os atletas, os discípulos de Cristo precisam de treinar.

Paulo é realista. Ele sabe que a sua mensagem não será acolhida por todos. Mas isso não o desencoraja nem o impede de ousar atravessar barreiras aparentemente inultrapassáveis. Mesmo quando ele trabalha tanto e, em certo sentido, tem êxito no seu ministério, ele evita todo o orgulho. Está consciente dos seus limites e da sua fraqueza. Mas, apesar de tudo, Deus trabalha. Paulo dirá mais tarde que trazemos o tesouro do Evangelho em vasos de barro (2 Coríntios 4,7). Ele sabe muito bem que a força vem de Deus, não de nós.

Paulo mostra o zelo pelo anúncio do evangelho, não para se vangloriar mas para, através do seu exemplo, exortar os cristãos dispersos entre povos na maioria não crentes. Ele segue o exemplo de Cristo, seu mestre. Durante a sua vida na terra, o próprio Jesus não excluiu ninguém e mostrou a face de Deus, Pai de todos os homens.

Hoje, como no tempo de S. Paulo, viver do Evangelho e anunciá-lo caminham a par. Neste mundo sempre marcado pelas divisões e as oposições, trata-se de anunciar Cristo, que destruiu a barreira da separação que é o ódio, a hostilidade (ver Efésios 2,14). Sem nos colocarmos de um lado contra o outro, teremos a audácia de anunciar Cristo de comunhão? Isso começo em nós mesmos. A atitude de S. Paulo inspira-nos e interpela-nos.

- Com quem posso partilhar a minha fé? Onde posso dar testemunho dela? Se um interlocutor meu não conhecer Cristo, qual será a minha atitude?

- O que significa para S. Paulo «pregar gratuitamente o Evangelho»? O que significa isso para nós, hoje?

- No meu meio social e cultural, quais são as barreiras a ultrapassar para anunciar o Evangelho?

O horror do vazio


2009-02-16
MÁRIO CRESPO, JORNALISTA

O horror do vazio

Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.

Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias dos mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica "a morte do sentido de tudo" dos Niilistas de Nitezsche.

A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro.

Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um "casamento" nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência.

Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do "casal" de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um "casamento" porque não são o "acasalamento" tão apropriadamente descrito por Louçã.

E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo "liberalismo moral" como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o "fracasso político-económico" do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.

"Das trevas à luz"

Ciclo de cinema para viver a Quaresma...

Na Igreja paroquial de São Sebastião...
  • "Chocolate" (6 de Março)
  • "A Festa de Babette" (13 de Março)
  • "Uma História Simples" (20 de Março)
  • "A Última Caminhada" (27 de Março)
  • "A Paixão de Cristo" (3 de Abril)
A sessão tem hora marcada para as 21h15

Eutanásia..acto humano ou imposição da sociedade...

A Eutanásia voltou novamente a ser um dos temas da actualidade...
Não é a primeira vez que se debate este assunto...Talvez até se pode considerar que é um assunto desgastado de já tanto ter sido debatido na nossa sociedade.

No entanto, não devemos deixar de questionar sobre a sociedade em que encontramo-nos e qual é a sociedade para qual estamos a caminhar...sociedade fria e mecânica ou uma sociedade esclarecida e humanitária..

Fica aqui um texto de opinião do P. Samuel:


(...) A Eutanásia é uma imposição da sociedade!
Há em muita gente a pretensão de olhar para a vidade uma forma utilitária, com base numa concepção egoísta e em critérios apenas económicos: se uma vida não é útil, se não é produtiva, então não tem razão de ser. Pode elimnar-se, como se elimina um automóvel velho ou sem conserto, um par de sapatos rotos, uma camisola demasiadas vezes remendada.
(...)
A comunidade cristã não pode ficar indiferente a ponto de tolerar que a vida humana se degrade e se relativize ao sabor de "valores" efémeros. Eis o grito de esperança, de luz e de amor pela vida que (...) teremos de ecoar por cima das "muralhas" de consciências difusas e ressequidas do "dom" da vida.
Na sociedade, por si cheia de contradições, interesses individuais e preconceitos humanos e religiosos, não se afigura fácil apontar o "trilho" supremo da Vida. Mas creio que se a Igreja se tornar cada vez mais "perita em humanidade" e souber conjugar e agir, no presente, os verbos "acolher", "escutar" e "amar" pode renovar, por dentro e por fora, todo o Homem faminto de saber quem.
O grande desafio passa por olhar como pessoas aqueles que são olhados como coisas! Somos o elo mais forte porque somos VIDA!

Cântico do amor


Ainda que eu fale as línguas
dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um
bronze que soa ou um címbalo que retine
Ainda que eu tenha o dom da
profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé
que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua os
meus bens
e entregue o meu corpo para ser
queimado,
se não tiver amor, de nada me
aproveita.

O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é o perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.

Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor.

Perspectiva retrograda ou realista...

O P. Pedrosa Ferreira, no "Cavaleiro da Imaculada", escreve um artigo sobre a Actualidade e a Felicidade...Questionando-se se os jovens de Hoje são mais felizes do que os jovens de 20, 30, 40 e mais anos atrás...
Fica aqui a perspectiva e crítica do P. Pedrosa Ferreira aos dias de hoje...
Procuremos questionar-nos se a perspectiva é real ou apenas uma visão retrograda e distorcida da nossa realidade:

Sou de um tempo em que as crianças se juntavam nas praças para brincar ao pião, para saltar à corda e, no fim, regressavam a casa contentes.
Hoje vejo-as, sozinhas, fechadas em casa e coladas ao computador para estrear o último jogo electrónico, ricas de muitas coisas mas pobres de afecto.
Sou de um tempo em que os jovens queriam mudar a sociedade. Sonhavam com um mundo onde a paz e o amor abraçariam. Era o tempo das utopias.
Hoje vejo que os jovens apenas se contentam em mudar o seu visual com tatuagens, pulseiras, roupas mais ou menos extravagantes, próprias da sua tribo.
Sou de um tempo em que as refeições em família eram como que um ritual que servia para alimentar a união entre todos. E até se rezava antes e depois.
Hoje a sala de jantar funciona como uma filial do restaurante . Está o microondas e o frigorífico. Cada qual se vai servindo quando e como lhe apetece.
Sou de um tempo em que ao domingo todos nos dirigíamos à igreja como quem acorre à fonte para se saciar. Saíamos dali mais alegres.
Hoje as pessoas ao domingo correm para os supermercados, os novos templos desta sociedade onde se busca apenas o consumo e a diversão.
Serão as crianças, os jovens e as famílas de hoje mais felizes?
Eis a questão: ser-se feliz no tempo e na eternidade.

oi povo.


Gente aqui fica um vídeo para despertar o interesse para quem ainda não se decidiu a vir connosco a Taizé'09, as inscrições já estão abertas.

Acreditem é uma experiência única.

É o local onde sentes que estás mais perto de Deus.

Um lugar onde tu podes reflectir, sobre a tua vida e reforçar o amor que sentes por Jesus.
E onde o silêncio, reforça esse amor e reforça o teu sentido de ser Cristão.

Onde tu encontras jovens de todo o mundo com a mesma vontade de amar Cristo e de conhecer melhor a vida de Deus.

É o lugar onde se aprende a viver em comunidade com todos e com os irmãos de Taizé.

E acredita tu vais gostar desta experiência.

video

Fonte: http://www.taize.fr/pt_article4790.html


Orações a Taizé:

Igreja de S. Sebastião
28 de Fevereiro -21:30
28 de Março - 21:30
25 de Abril - 21:30
30 de Maio - 21:30
27 de Junho - 21:30

Igreja de S. Cosme
15 de Fevereiro - 21:00
05 de Abril - 21:00
14 de Junho - 21:00

10 de Junho
dia da pastoral da juventude

Espero que este vídeo vos mostre uma pouco do que é Taizé.

Mais informações:
http://www.taize.fr/pt
http://www.diocese-braga.pt/pastoraljovens/
Ou na vossa paroquia ou como o vosso responsável pelo grupo de Jovens.

Aquele abraço e boas pedaladas, alexjudoka_gmr
Até breve.

Sansão e Dalila


Os príncipes dos filisteus foram ter com ela e disseram-lhe: "Tenta seduzi-lo e descobre porque razão é tão grande a sua força, e de que modo poderemos ser mais fortes e prendê-lo para o dominar. Se conseguires, nós te daremos, cada um, mil e cem siclos de prata.
Dalila disse a Sansão: "Por favor, revela-me por que razão é tão grande a tua força e como poderás ser atado e dominado." Sansão disse-lhe: "Se me ligassem com sete cordas de arco frescas e ainda húmidas tornar-me-ia fraco, semelhante a qualquer homem."
Os príncipes dos filisteus levaram-lhe sete cordas de arco frescas e ainda húmidas; ela atou-o com elas. Ora a emboscada estava ali em casa, no quarto e ela disse-lhe: "Sansão, vêm contra ti os filisteus!" Ele rebentou as cordas como quem rebenta um cordão de estopa mal se lhe chega o fogo; e não se soube o segredo da sua força.
Disse, pois, Dalila a Sansão: "Ora aí está! Escarneceste de mim e mentiste-me! Revela-me agora como poderás ser atado."Ele disse-lhe: Se me atassem fortemente com cordas novas, com as quais ainda não tivesse sido feito trabalho algum, eu ficaria sem força e semelhante a qualquer homem."
Tomou, então, Dalila cordas novas e atou-o com elas, dizendo-lhe, depois: "Sansão, vêm contra ti os filisteus!" A emboscada estava a postos no quarto, mas ele rebentou as cordas que estavam à volta dos braços como se fossem fios de uma tela.
Então, disse Dalila a Sansão: "Até agora, só tens zombado de mim, e só me tens dito mentiras; revela-me agora como poderás ser atado." Sansão disse-lhe: "Basta teceres sete tranças da minha cabeleira com a urdidura do teu tear." Ela adormeceu-o, fixou as sete tranças com o torno do tear e gritou: "Sansão, vêm contra ti os filisteus!" Ele despertou do sono e arrancou o torno do tear com os liços. Dalila disse-lhe: "Como podes dizer "Amo-te", se o teu coração não está comigo? São já três vezes que brincas comigo, sem me revelares por que é tão grande a tua força!"
Ora, como todos os dias ela o cansava e importunava com estas palavras, Sansão caiu num abatimento mortal. Acabo por lhe abrir todo o seu coração e disse-lhe: "Sobre a minha cabeça jamais passou a navalha, pois sou consagrado a Deus desde o seio de minha mãe. Se eu fosse rapado, a minha força se afastaria de mim; ficarei sem forças tal como qualquer homem!"
Dalila viu que ele lhe abrira todo o coração; mandou chamar os príncipes dos filisteus e disse-lhes: "Vinde, que, desta vez, ele abriu-me todo o seu coração." Os príncipes dos filisteus foram ter com ela, levando consigo o dinheiro.
Ela adormeceu Sansão sobre os seus joelhos, chamou um homem que lhe rapou as sete tranças da sua cabeleira; foi então que ele começou a ficar debilitado, e a sua força o abandonou.

(Juízes 16, 5-19)

A minha meta é Cristo

O Grupo de Jovens da Oliveira agradece o convite feito pelos Missionários Combonianos em mais uma actividade organizada com o intuito de conhecer um pouco mais o homem que foi S. Paulo.
Aqui ficam algumas fotografias que demonstram alguns dos momentos que passamos em Famalicão...



Aqui vai mais algumas dicas, de vida:

Aqui fica uns poemas:

O Silêncio

Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,

e o sono, a mais incerta barca,

inda demora,

quando azuis irrompem
os teus olhos

e procuram
nos meus navegação segura,

é que eu te falo das palavras

desamparadas e desertas,

pelo silêncio fascinadas.

Eugénio de Andrade, in "Obscuro Domínio"

Consciência Plena
Levas-me, consciência plena, desejante deus,
por todo o mundo.

Neste mar terceiro,
quase oiço tua voz; tua voz do vento
ocupante total do movimento;
das cores, das luzes
eternas e marinhas.


Tua voz de fogo branco
na totalidade da água, do barco, do céu,
traçando as rotas com prazer,

gravando-me com fúlgido minha órbita segura
de corpo negro
com o diamante lúcido em seu dentro.


Juan Ramón Jiménez, in "Dios Deseado y Deseante"
Tradução de José Bento

Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes

Dizes-me: tu és mais alguma cousa
Que uma pedra ou uma planta.

Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?


Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.

Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.

Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.

Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.


Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço idéias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.

Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,

Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra",
Digo da planta, "é uma planta",

Digo de mim, "sou eu".
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"

Heterónimo de Fernando Pessoa


Fonte: http://www.citador.pt/index.php

Espero que gostem.
Aquele abraço e boas pedaladas, alexjudoka_gmr
Até breve.