Sou aquilo que tenho ou aquilo que faço?

Conta-se uma história que, estando às portas da morte, o imperador Alexandre “o Grande”, o temível conquistador, mandou chamar os seus generais à sua presença.
Queria que, aquando do seu funeral, fosse transportado pelos seus próprios médicos; que as suas riquezas fossem colocadas à beira do caminho, por onde o desfile fúnebre passasse e, por fim, que os seus braços fossem ao sabor do vento e bem à vista de todos durante todo o percurso.
Perante tal pedido um dos seus generais tomou a palavra e interrogou-o:
- Porquê tudo isso?
A resposta foi célere:
- Quero que os médicos, sob o peso do meu corpo, se apercebam que nada podem face à morte. Quero que todos vejam que, todos os bens materiais que acumulamos nesta terra, nesta mesma terra ficam quando partimos e, por último, da mesma forma que nascemos de mãos vazias, de mãos vazias partimos.
 …
Por vezes “perdemos” demasiado tempo a correr atrás de algo que, no final, fica, tal como as riquezas de Alexandre, para trás.
Desta nossa caminhada apenas ficam as coisas que fazemos e que marcam a diferença; não importa aos outros se acumulámos muita ou pouca riqueza material, no final de contas, apenas seremos lembrados pelo bem (ou mal) que fizemos.
Todos nós já ouvimos, em alguma ocasião, recordar com saudade alguém que, tendo já partido, é considerada uma pessoa justa e bondosa pela vida que levou… não recordamos essa mesma pessoa pelo carro que comprou, da marca do relógio ou da roupa que usou, etc.
Não quer isto dizer que devamos deixar tudo por uma senda de amor e de espiritualidade, mas que devemos estar atentos para o facto de, muitas vezes, perdermos mais tempo com coisas desnecessárias do que com aquilo que realmente faz a diferença.

in http://cjovem.blogspot.com

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