Reflexão para Fevereiro

Romanos 12,14-21: Vencer o mal com o bem
São Paulo escreve: Bendizei os que vos perseguem; bendizei, não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. (…) Tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens. (…) Se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber; porque, se fizeres isso, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem. (Romanos 12,14-21)
Na epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo adopta um dos mandamentos mais conhecidos de Jesus, o amor pelos inimigos (cf. Mateus 5,43ss; Lucas 6,27ss). Tal como Jesus, Paulo pede uma atitude de benevolência para com todos, atitude essa que vai ao ponto de querer o bem àqueles que nos querem mal: «Bendizei os que vos perseguem.» (v.14) Esta benevolência traduz-se pela comunhão das alegrias e tristezas dos outros: «Alegrai-vos com os que se alegram…» (v.15) Faz lembrar o exemplo do próprio Paulo, quando diz: «Fiz-me tudo para todos.» (1 Coríntios 9,22) Na senda do Livro dos Provérbios, Paulo pede que não se pague o mal com o mal (v.17); é bastante realista ao encorajar os fiéis a viverem em paz com todos, tanto quanto for possível (v.18); e convida-os não fazerem justiça no lugar de Deus (v.19). No mandamento de Jesus, o amor pelos inimigos é primeiro descrito do lado de quem ama: consiste em seguir o exemplo de Deus, de forma gratuita e sem distinção de pessoas. Aqui, Paulo acentua um outro aspecto, uma espécie de finalidade deste amor: «amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça.» (v.20) A imagem parece, à primeira vista, ter qualquer coisa de violento, como se o amor tivesse por objectivo o de assegurar que o outro receba de Deus a retribuição merecida. Mas a imagem pode talvez indicar antes a esperança de que o bem feito ao outro o perturbe, de um modo tão ardente e intenso que possa eventualmente mudá-lo, um pouco como o apelo de Jesus a «dar a outra face» ou a caminhar duas milhas com o seu adversário e a fazê-lo rever o seu comportamento (cf. Mateus 5,39-41). Isto é confirmado pelo resto do texto que mostra o verdadeiro objectivo do amor: vencer o mal com o bem. Paulo afirma, assim, que aquele que pratica o amor pelos inimigos, não só se torna «perfeito», como diz o evangelho de Mateus, mas contribui para vencer a inimizade pelo amor, tal como Jesus, que deu o exemplo pela sua morte na cruz.
- Quando alguém me quer fazer mal, como reajo?
- Como posso partilhar das alegrias e das tristezas com os que me rodeiam?
- Consigo dar um exemplo de uma situação onde o bem feito a alguém tenha triunfado sobre o mal?

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