Parabola moderna...

"Ceus e terras passarao mas as minhas Palavras não passarão." Nem sempre lembramo-nos destas palavras ditas por Cristo ou não damos o sentido que estas deveriam ter para nós...Muitos de nós olham para Cristo como um personagem histórico em que as suas palavras devem ser contextualizadas historicamente e que estas não farão sentido fora desse contexto. Não é bem assim...Vejamos:

«Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: "Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde". E o pai repartiu os bens entre os dois.
Poucos dias depois o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, vivendo dissolutamente. Tendo gasto tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. Então foi servir a um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E, caindo em si disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância e eu, aqui morro de fome! Levantar-me-ei e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o Céu e contra ti, já não sou digno de ser chamado teu filho, trata-me como um dos teus jornaleiros. E, levantando-se, foi ter com o pai. Ainda estava longe quando o pai o viu, e enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço cobrindo-o de beijos. O filho disse-lhe: Pai pequei contra o Céu e contra ti, já não mereço ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a mais bela túnica e vesti-lha; ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e encontrou-se. E a festa principiou. Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos, perguntou-lhe o que era aquilo. Disse-lhe ele: "O teu irmão voltou e teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo". Encolerizado, não queria entrar; mas o pai saiu e instou com ele. Respondendo ao pai, disse-lhe: "Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua e nunca deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos; e agora, ao chegar esse teu filho que te consumiu os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo". O pai respondeu-lhe: "Filho, tu sempre estás comigo e tudo o que é me é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu: estava perdido e encontrou-se"».
Seremos nós como o filho pródigo que,inicialmente, sentimos a necessidade de procurar a nossa felicidade fora de Deus? Em que pensamos que a verdadeira Felicidade está no que temos ou desejamos ter? Nesse momento, tornamo-nos ocos, sem sentido, frustrados porque tudo nos é efémero. Essa efemeridade é-nos escondida pelo contínuo desejo de querer cada vez mais. Esta realidade cega-nos e faz-nos esquecer o caminho para o Pai. Esse tempo em que estamos, continuamente, frustrados não dura até ficarmos sem dinheiro...por vezes, esse tempo dura uma vida inteira... E, só no entardecer da nossa vida, é que descobrimos o quanto errados estavamos, os quantos erros cometemos sem nunca pedir perdão... Só nos restando levantarmo-nos e irmos ter com o Pai e dizer: "Pai, pequei contra ti..."

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